Monday, June 29, 2009
Dog's Life
to have no conscience, to play "catch the ball", to chase cats and chickens, to eat the owner shoes, to sleep at any time, to go for a walk with the boss, to roar, to bark, to howl, to run, to be always with hungry, to beg for something, to save people's life, to help his owner, to look to a tree and go for a piss, to smell other dog's ass, to enjoy the moment, to be happy, to be a dog...
Como seria a minha vida se fosse um cão?
Corria, comia,fazia as minhas necessidades básicas na rua, cheirava o rabo de outras pessoas, provavelmente corria atrás de gatos, ruía os sapatos do meu pai...
Toda esta visão dum cenário onde nós humanos possuímos características do nosso "melhor amigo" pode parecer numa primeira olhadela estranha mas se pensarmos que ao viver uma vida de cão não necessitamos de ter propriamente uma vida de cão torna-se tudo diferente...
Um cão é um animal mamífero que evolui da convivência dos lobos com os homens, os lobos animais agressivos totalmente desprovidos de inteligência e com instintos, para a caça, muito apurados viram-se obrigados a procurar alimentos noutras zonas que não as suas devido à falta de animais da cadeia alimentar do lobo. Foi então que começou a procura de alimento nas zonas habitadas por humanos, esta convivência gerou o cão... a adaptação do lobo a um habitat totalmente diferente e a um meio rodeado por homens fez com que o lobo perdesse a sua agressividade para obter alimento fácil, dado pelo homem, então já se deu uma alteração na capacidade de aprendizagem do animal e um aumento de inteligência e consciência... Surgiu o amigo e companheiro do homem, o cão.
Levar uma vida consciente, mas não em demasia, de forma a não estarmos conscientes da existência mas estarmos conscientes de que o que vemos é o que vemos e estarmos perante a vida como um cão está é o mesmo...
Arisco dizer até que os nossos "melhores amigos" têm bem a consciência de que existem e têm muita inteligência, se virmos bem a situação quem trata dos cães somos nós, quem lhes dá de comer somos nós, quem lhes dá lar e abrigo somos nós, os humanos acabam por ser os escravos dos cães...
Claro que estou a ser só irónico mas e se nós tivéssemos criados que tratassem de nós como nós tratamos os cães?
VIDA DE REI...VIDA DE CÂO!
Saturday, June 27, 2009
R.I.P
Enquanto descansava em casa, no meu sofá, e com o comando da televisão "zipava"e sem interesse em ver algum canal peguei no telemóvel para falar um bocadinho com a minha namorada, faço muitas vezes isso quando não tenho grande coisa para fazer e estou em casa sozinho. Normalmente a 1ª coisa que me diz quando atende é: "olá amor" ou assim algo parecido, mas nesse dia não, nesse dia a 1ª coisa que me disse foi: "mete no Sky News, o Michael Jackson morreu".
Ora bem uma pessoa normal não se acredita, sem ver se é verdade ou não, que "O" rei da pop bate a bota assim sem mais nem menos... a verdade é que receber uma noticia destas assim do nada nos leva realmente a pensar que tal aconteceu, e tal como me disseram segundos mais tarde viria a descobrir que um ataque cardíaco fora o motivo de morte de Michael Jackson.
O alvo de muitas e grandes polémicas, relacionadas com a violação de menores e a mudança de cor de pele, morrera de facto dum dia para o outro, deixando os fãs perplexos e apanhando o mundo de surpresa.
A sua vontade de viver jovem eternamente e o seu fascínio pelas crianças e pela figura de desenhos animados Peter Pan é de certo o motivo pelo qual muda o tom de pele e se remete a cirurgias sistemáticas para se manter jovial e com características do amiguinho de sininho a pequena fada.
Não deixa de ser polémico o facto de mudar de cor de pele levantando questões racistas... porque quererá um preto mudar a cor de pele para branca? Será racista e sentirá repulsa pela própria raça?
Todas estas questões são muito complicadas e só Michael Jackson poderá responder... podia responder...
Ao contrário de muita gente levei a notícia com muita naturalidade e pouco espanto, como qualquer ser humano morre também Michael é um ser humano, e como qualquer um pode morrer dum momento para outro também Michael é "qualquer um".
Pode ser que ao menos alguns fãs do eterno músico (sim! eterno! porque agora que morreu vai ser ainda mais idolatrado, movimentos "Michael Jacksonianos" vão surgir, as vendas vão disparar nas tabelas... Há quem diga que é por respeito, há quem diga que é por luto, há quem diga que como em qualquer altura continuam a comprar as músicas de Michael... tudo tretas! é assim porque é uma questão de moda, é uma questão de ser fixe e se toda a gente o faz também eu o tenho de fazer.), ou todas as pessoas se lembrem que a morte espreita e espera qualquer um, seja rico, pobre, feio, bonito, magro, gordo, preto ou branco...
Se calhar o senhor de capuz negro com a foice afiada enganou-se na pessoa, afinal o Michael Jackson tinha duas cores de pele!
Thursday, June 25, 2009
Os melhores dos melhores
Formada pelas cordas ruidosas de Jimmy Page, pela voz sensacional de Robert Plant, pela rapidez de John Bonham na bateria, e pela inteligência e beleza de John Paul Jones no baixo e orgão nasceram os LED ZEPPELIN, os deuses do metal.
Para além de serem a banda ligada ao nascimento do heavy metal, foram os primeiros a ligar vários géneros musicais para obterem misturas absolutamente ruidosas, fantásticas, tenebrosas mas ao mesmo tempo calmas, psicadélicas,divinais...
Temos o exemplo de "Black dog", "Dazed and Confused" ou "Kashmir", músicas que juntam o heavy rock e o psicadélico e o Oriental e que deixam qualquer um apaixonado, ou então a música das músicas, uma lenda, a música perfeita, a "Stairway to Heaven" que traz o folk e os solos rápidos e confusos mas espetaculares de Jimmy Page.
A actuação dos membros da banda é cativante, podemos realmente não estar presentes num concerto ao vivo e ainda assim sentir a energia em palco. A troca de gestos, a união a tocar, os solos de cada um, ou seja o improviso é fantástico e deixa as pessoas totalmente boquiabertas e na expectativa que acaba por se confirmar.
Wednesday, June 24, 2009
Monday, June 22, 2009
Ode Contra o Racismo
Todos sabemos o que aconteceu em toda a Europa por volta de 1937 até 1944...
a 2ª guerra mundial, a guerra nazi liderada por Adolf Hitler, o monstro impiedoso que defendia que a raça superior era a raça ariana e que o mundo devia ser liberto de todas as raças inferiores.
Avalia-se em 50 ou 60 milhões a quantidade de pessoas que morreram em consequência da guerra.
Só um doente mental mataria para defender a ideia de uma utopia que na verdade não se trata de uma utopia mas sim de um mundo onde reina a raça loira de olhos azuis, só uma pessoa com problemas a nível da cabeça, com desarranjos mentais poderia pensar que realmente existe uma única e poderosa raça humana.
América Proibida
Saturday, June 20, 2009
Olhos de Cristal
Arquivos de Infância
Tuesday, June 16, 2009
Um Herói em cada um de Nós
O homem foi desde a sua existência um animal com receios, medos e fraquezas, apesar da sua inteligência, consciência e força. Desde os tempos mais antigos tentamos procurar "abrigos" que nos aconchegassem e acalmassem quando certos acontecimentos sobrenaturais ocorressem, acontecimentos como tempestades, maremotos, erupções vulcânicas, pragas, doenças, que na altura nos eram completamente fantásticos e tenebrosos.
Foi então que tivemos a necessidade de expelir esses medos através duma única explicação não óbvia mas mítica, divina, ou seja, não natural. Através da criação de deuses, heróis e outras figuras sobrenaturais, figuras “desenhadas” no nosso inconsciente, encontramos a explicação para todos os fenómenos estranhos. Temos o exemplo de Poseidon, deus do mar, cujo humor era imprevisível e quando se enfurecia ventos levantavam-se, tempestades abatiam navios, ondas gigantes engoliam homens. Este deus fora criado graças a necessidade de desvendar o mistério dos oceanos e as forças naturais destes.
Um deus pode ser pai dum herói, quando ocorre uma união entre um Homem e um Deus origina-se uma figura semi-divina arquetípica que reúne em si os atributos necessários para superar de forma excepcional um determinado problema de dimensão épica.
O herói é, na verdade, o símbolo mais frequente que o ser humano utiliza para definir bravura, coragem, força e aventura. Muitos são os heróis nos quais nos refugiamos ao ler uma banda desenhada, ou um livro ou ao ver um filme, todos os humanos conscientemente gostavam de possuir um poder na ordem do anormal com o qual combatessem o mal ou fugissem à mortalidade a que estão, irremediavelmente, impostos.
Mas um herói não necessita de ser, propriamente, um meio deus, meio homem possuidor de grande poder. Hoje em dia quando existe explicação para quase todos os fenómenos, hoje em dia quando existe a ciência e a razão, não necessitamos de nos apoiar em figuras divinas e semi-divinas para desvendar os mistérios da natureza, hoje em dia utilizamos o herói como uma personificação, como um símbolo de alguém que pratica o bem, de alguém que ajuda o próximo, de alguém que procura a verdade na mentira.
Os heróis são na verdade um refúgio para nós, são lições de vida, são exemplos de trabalho, dedicação, força interior e exterior, esperança e fé.

