Saturday, June 20, 2009

Arquivos de Infância

Li hoje um livro que já não lia à muito tempo, um livro da minha criancice comprado pela minha mãe quando fiz 7 anos de idade, acho que ela queria que com aquele livro eu reflectisse sobre a importância do ser, do existir e outras questões filosóficas, como qualquer mãe ou pai quer que os filhos crescam e se importem com o que os rodeia, que pensem e façam perguntas e se relacionem com a verdadeira essência do mundo.
O livro chama-se "Olá! Está aí Alguém?" e é do mesmo autor de "O Mundo de Sofia", Jostein Gaardner.
A história fala de um menino de oito anos que espera o nascimento de um irmãozinho... Chama-se Joakim. Nessa noite Joakim fica sozinho em casa e é então que, ao olhar pela janela, vê outro menino pendurado de cabeça para baixo numa macieira do seu quintal.
Acontece que esse outro menino, Mika, vem de um planeta distante e nasceu dentro de um ovo. Juntos interrogam-se sobre todos os mistérios que se escondem por detrás das coisas que o nosso olhar distraído considera «normais». Descobrem que mais importante que as respostas são as perguntas e que tudo o que existe é um fragmento do grande enigma que ninguém consegue resolver.
Naturalmente, também se divertem muito.
Lembro-me muito bem dos vários conceitos filosóficos que guardei na minha memória e que me marcaram muito ao ler o livro de Jostein Gaardner. Aprendi que nunca vamos ter o conhecimento absoluto, que não existem duas pessoas iguais, e o mais importante que a vida é um mistério e que devemos estar diante dela com vontade de aprender, sem medo do desconhecido e ao mesmo tempo que não devemos levar a vida demasiado a sério mas sim divertirmo-nos com ela. Apesar de ser um rapaz normal que brincava, ria, saltava, corria, estudava e apesar de ser muito feliz, era muito sensível e preocupado com todos os problemas que se abatessem sobre mim, fossem de ordem científica, filosófica, política, económica... Desde muito cedo deparei-me com conflitos pessoais ou interiores onde o problema da existência e da procura dos enigmas da vida são a base do pensamento.


"Uma resposta nunca merece uma vénia. Por mais inteligente e acertada que possa parecer, nunca devemos inclinar-nos perante uma resposta".
A pergunta é o início do fim que queremos alcançar, a resposta é o fim do início alcançado...
As perguntas merecem as vénias

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